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Ter serenidade é possível para mentes ansiosas?

Um componente muito conhecido da ansiedade é a mente acelerada, ou seja, aquela mente que produz uma quantidade significativa de pensamentos levando às vezes o indivíduo à sobrecarga e exaustão. Pensar demais (ruminação) está associado a uma hiperatividade da Rede do Modo Padrão (Default Mode Network – DMN).

A DMN é um conjunto de regiões cerebrais que se ativa quando a mente está em repouso (sem tarefas cognitivas externas), envolvida em pensamentos autorreferenciais, devaneios, projeções futuras e lembranças do passado. Ela fica ativa durante cerca de 30% a 50% do tempo de vigília, especialmente quando não estamos focados em tarefas externas. Em outras palavras, passamos quase metade do tempo acordados com a mente divagando.

As principais estruturas cerebrais envolvidas na DMN são:

  • Córtex pré-frontal medial (medial prefrontal cortex – mPFC): envolvido em autorreflexão, pensamento sobre o self, julgamento social e processamento emocional.
  • Córtex cingulado posterior (posterior cingulate cortex – PCC): núcleo central da DMN. Associado à memória autobiográfica e à consciência do self.
  • Precuneus: associado à imaginação visual, memória episódica e consciência espacial.
  • Córtex parietal inferior (inferior parietal lobule – IPL): relacionado à perspectiva do outro, empatia, e reinterpretação de experiências passadas.
  • Hipocampo: essencial para a memória episódica e construção de cenários mentais futuros (simulação mental).
  • Córtex temporal medial: participa da recuperação de memórias e da projeção de eventos futuros.
  • Junção temporoparietal (temporo-parietal junction – TPJ): envolvida na teoria da mente (capacidade de pensar sobre pensamentos e sentimentos dos outros).
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A mente ansiosa produz uma quantidade de pensamentos maior associada à agitação emocional. Além disso, a tendência do cérebro sob efeito da ansiedade é produzir pensamentos catastróficos sobre o futuro, quando está na DMN.

A boa notícia é que temos uma capacidade chamada de metacognição, ou seja, o nosso cérebro não é um cavalo sem cavaleiro. Várias estruturas cerebrais inibem a DMN. Elas são ativadas quando percebemos que estamos divagando. Isso significa que no processo de terapia, quando o terapeuta descreve a linha de raciocínio para o paciente, ele ajuda o paciente a tomar consciência dessa cadeia automática de pensamentos gerados pela DMN. Na prática de atenção plena (mindfulness), quando você é convidado a retornar ao ponto de ancoragem da atenção acontece a mesma coisa, ou seja, você reduz a divagação e constrói novos caminhos neuronais para isso.

É possível ter serenidade, mesmo que você sinta muita ansiedade. Busque por informações e ajuda profissional. Você é o teu investimento mais importante.


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